Editora Urso

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Sinistros insones

w. teca

“Teca insere-se numa tradição de poetas curitibanos que transitam livres entre botecos e bibliotecas, cultivam com bom desdém as normas da língua portuguesa e mantêm sempre um grão de lucidez em meio ao elevado grau de álcool. (...)

Gatos pardos, poetas bandidos, sujeitos sinistros, são autores noturnos, que fazem “romance” com os lances da própria vida, de maneira a não sabermos muito bem onde termina a biografia e onde começa a ficção. Teca é um poeta lírico, mas um lírico que toca o sórdido, e não tem pudor de escancarar intimidades meio inconfessáveis, por vezes com o bom tempero da auto-ironia: “como bom covarde que me sei / prefiro um suicídio lento / porque porcos poetas se fazem / cozinhando o galo em banho maria”. Ou, em chave auto-reflexiva, metaliterária: “sim buana / poemas são sobre poemas / este poema (por exemplo) / só fala de si mesmo / (poetas só falam de si mesmos) / o resto é fruto de ressacas mal curadas”.

Marcelo Sandmann

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Nascido em Curitiba em 1975, faz parte de uma velha guarda. É principalmente poeta, mas sua prosa é igualmente contemporânea e ácida. Já teve seus textos publicados em veículos de prestígio como o jornal Cândido e O Relevo (ambos de distribuição nacional) e em várias edições do programa Radiocaos. Você pode encontrar mais poemas em seu blog Segue o Baile, e também seus textos sobre literatura, arte e filosofia no blog Sinistros Insones.

O autor